sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

PRIMAVERA

Muitas palavras posso arranjar
Que façam verso, possam rimar
Mas isso só, não é poesia!...
Poesia é quando chega a Primavera
Ter alegria desmedida de viver
Sentir que o sol brilha ardentemente
Queimando até a seiva do meu ser
Poesia é amar todos os homens
Em todas as Primaveras em flor
Pedindo a Deus a paz p'ra todo o mundo
E que os homens não se esqueçam do amor
Poesia é querer lutar de mãos dadas
Sempre com muita ousadia
Transmitindo muita paz
Com amor e harmonia
E abraçada à Natureza
Eu peço com alegria
Que a Primavera nos traga
Tudo a que chamo poesia...

Clara Mestre

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Lisboa

Recordo a minha Lisboa
Sou filha desta cidade
Eu não nasci nela à toa
por ela tenho vaidade
Lisboa de colinas e vielas
De pregões pelas vielas
de varinas e de artistas
esta Lisboa que eu amo
ao lembrar a vida antiga
relembro suas conquistas
Lisboa é recordação
no fado ou numa canção
Pátria Lusa, tão antiga
eu rezo-lhe uma oração
que sai do meu coração
p'ró refrão duma cantiga.
Clara Mestre

sábado, 28 de junho de 2014

Mendigos do poço, espelho do Mundo

Este poço é a vergonha
de toda a humanidade
por aqui se pode ver
no mundo, a desigualdade

Aqueles que têm tudo
não sentem, nem vão lembrar
que há poços iguais a este
em todo e qualquer lugar

É só um pequeno nada
esta amostra radical
do sofrimento dos homens
por um bem essencial...

Clara Mestre

Perdi um sapato

Perdi um sapato
p'los caminhos da vida
e a pé coxinho
custou-me a subida
O caminho é árduo
com muita pedrinha
e só com um sapato
senti-me sozinha
Tentei encontrar
o outro sapato
andava perdido
no meio do mato
Depois de o calçar
senti liberdade
já podia andar
com facilidade
e ao caminhar
senti-me feliz
cá vou tropeçando
nalgumas pedrinhas
do nosso país...

Clara Mestre

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Uvas

Oh uvas da nossa terra
Cachos de vidas sofridas
Sabem a mel e a fel
As uvas das nossas vidas.

Um cacho de uvas dourado
Nem sabe o gosto que tem
Quando vem adocicado
Sabe a beijinhos de mãe.

Minha adega de ternura
Meu vinho novo de amor
Por tanto cacho dourado
Eu te dou graças Senhor.



Clara Mestre